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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ONU pede rigor à Santa Sé ao investigar casos de exploração sexual

Carolina Sarres - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A Organização das Nações Unidas (ONU) pede que a Santa Sé tome providências para punir, monitorar e investigar casos de abuso sexual de menores no âmbito da Santa Sé. O Comitê de Direitos da Criança (CRC) do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos divulgou hoje (5) documento no qual avalia a implementação da Convenção dos Direitos da Criança pela Santa Sé e concluiu que as medidas tomadas pela Igreja nos últimos anos não foram suficientes.

“O Comitê  [de Diretos da Criança] está particularmente preocupado que, ao lidar com denúncias de suposta violação sexual de crianças, a Santa Sé tem consistentemente preservado a reputação da Igreja e a proteção dos autores, em detrimento do interesse da criança”, informa o relatório.

A ONU entende que a Santa Sé não tem consciência nem da extensão, nem da gravidade das violações contra crianças que ocorrem no âmbito da Igreja. Além disso, o relatório destaca que as medidas de proteção adotadas são insuficientes e têm levado à impunidade. Para a organização, os culpados têm de ser entregues às autoridades para serem julgados e punidos pela Justiça e não acobertados pela Igreja.

“Pessoas que conhecidamente abusam sexualmente de crianças têm sido transferidas de paróquia a paróquia ou para outros países na tentativa de cobrir esses crimes, prática documentada por várias comissões nacionais de inquérito”, explica o documento, que ainda informa que a prática permite que os violadores continuem em contato com crianças e pratiquem abusos.

Uma das recomendações do documento é que a Santa Sé intensifique, implemente e coordene políticas de proteção a crianças e adolescentes em todos os conselhos da Igreja, conferências episcopais e em quaisquer outras instituições de natureza religiosa que funcionem sob a égide da Santa Sé, como escolas. Para a organização, essas medidas devem ser financiadas pelo orçamento da própria Santa Sé, com previsão de recursos financeiros, técnicos e humanos.

O relatório divulgado nesta quarta-feira cita temas polêmicos no âmbito da Igreja católica, como homossexualidade, direitos civis, liberdades, violência, questão de gênero e HIV/aids. Entre as críticas à Santa Sé, a ONU considera que a estigmatização da homossexualidade pela Igreja contribui para a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros adolescentes e contra crianças criadas por pais do mesmo sexo. O documento recomenda que a Santa Sé não utilize mais o termo “ilegítimas” ao se referir a crianças nascidas fora do casamento, o que considera discriminatório.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Renda dos negros cresce, mas não chega a 60% da dos brancos

De 2003 a 2013, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, divulgou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos, percentual maior que os 48,4% de 2003. Nesse período, a renda média geral da pesquisa subiu 29,6%.
  desemprego negro
Desemprego negro.

Enquanto a população de cor branca teve rendimento médio de R$ 2.396,74 em 2013, a população preta e parda recebeu em média R$ 1.374,79 por mês. O valor médio para toda a população das seis regiões metropolitanas pesquisadas no ano passado foi de R$ 1.929,03. Para a técnica da Coordenação de Emprego e Renda do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, que apresentou a pesquisa, a retrospectiva dos 11 anos da Pesquisa Mensal do Emprego mostra que houve ganhos importantes para grupos historicamente mais vulneráveis:

"De fato melhorias têm ocorrido, mas a diferença ainda é muito importante. A melhoria pode ser atribuida a questões como escolaridade da população como um todo que vem aumentando, permitindo que as pessoas obtenham empregos com maiores rendimentos, assim como também ao aumento do poder aquisitivo da população, que gera um aumento de vagas no comércio, por exemplo", explicou.

Em 2013, a taxa de desocupação se mantinha maior para a população preta e parda do que para a população branca. Enquanto o primeiro grupo partiu de uma taxa de 14,7% em 2003 para uma de 6,4% em 2013, a do segundo grupo saiu de 10,6% para 4,5%. De 2012 para 2013, o desemprego se manteve no mesmo valor para os pretos e pardos, e caiu de 4,7% para 4,5% para os brancos. Apesar disso, nos dez anos, a queda foi de 8,3 pontos percentuais para a população preta e parda e de 6,1 pontos percentuais para a população branca.

A diferença entre a renda de homens e mulheres também foi reduzida, mas persiste. Trabalhadores do sexo feminino ganharam, em média, o equivalente a 73,6% do que os do sexo masculino receberam em 2013. Em 2003, o percentual era de 70,8%, mas chegou a ser de 70,5% em 2007. O rendimento real mensal médio das mulheres em 2013 foi de R$ 1.614,95, enquanto o dos homens foi de R$ 2.195,30.

A taxa de desocupação também é maior entre as mulheres do que entre os homens, com 6,6% contra 4,4%. Em 2003, a taxa para as mulheres era de 15,2%, e, a para os homens, de 10,1%. A maior taxa de desemprego é verificada entre as mulheres negras, para quem o índice chega a 7,9% em 2013 e foi de 18,2% em 2003. As mulheres brancas têm a segunda maior, de 5,4%, e os homens negros, de 5,1%. A dos homens brancos, que era de 8,6% em 2003, caiu para 3,8% em 2013.

São Paulo continua sendo a região metropolitana com a maior renda média, de R$ 2.051,07, seguida pela do Rio de Janeiro, de R$ 2.049,07, de Porto Alegre, de R$ 1.892,83, e pela de Belo Horizonte, de R$ 1.877,99. Salvador, com R$ 1.460,68, e Recife, com R$ 1.414,40, possuem os menores valores médios.

O uso dos termos preto e pardo, empregados pela matéria, respeita as categorias originais usadas na pesquisa pelo IBGE.

Fonte: Agência Brasil

Snowden nomeado para o Prêmio Nobel da Paz

O ex-analista da CIA Edward Snowden foi nomeado para o Prêmio Nobel da Paz de 2014 por dois deputados do Partido da Esquerda Socialista da Noruega, por ter contribuído para uma ordem mundial "mais pacífica e estável" ao revelar a vigilância em massa de comunicações telefônicas e de Internet levada a cabo pela Agência de Segurança Nacional da administração de Barack Obama. Os deputados, Bård Vegar Solhjell e Snorre Valem, alegam que "os seus atos reinstauraram a confiança e a abertura como princípios fundamentais na política de segurança", lê-se no documento que enviaram ao Comité Nobel norueguês, instituição que concede o prémio.

Segundo os deputados, a dimensão do nível de vigilância e espionagem "paralisou-nos" e criou um debate em nível mundial. Na sua opinião, as revelações de Snowden ajudaram a difundir o conhecimento crítico dos modernos sistemas de vigilância a estados e indivíduos. O Partido da Esquerda Socialista teve 4,1% dos votos e tem 7 deputados eleitos em 2013.
  
O único que não é entregue em Estocolmo
 
De acordo com o testamento do milionário sueco Alfred Nobel, criador dos centenários prémios, podem nomear candidatos ao prêmio da Paz, o único que não é entregue em Estocolmo, catedráticos de Universidade em Direito ou Ciências Políticas, parlamentares ou antigos laureados. 
Só se os autores da nomeação a tornam pública é que se pode conhecer a identidade dos candidatos, já que o Comitê Nobel norueguês não confirma nomes, só o número total de candidatos, que no ano passado atingiu o recorde de 259.
O vencedor do Nobel da Paz em 2013 foi a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), distinguida por seus "amplos esforços" para eliminar esses arsenais.
  
Petição “Um Lar para Snowden” com mais de um milhão de assinaturas 
 
Entretanto, a petição “Um Lar para Snowden” já superou o milhão de assinaturas a pedir à presidenta Dilma Rousseff que lhe dê asilo no Brasil, considerado “o lar perfeito para um homem que sacrificou sua vida para divulgar a invasiva e ilegal espionagem dos EUA”. Às 14 horas de quinta-feira 30 de janeiro, a petição tinha 1.086.290 assinaturas. 

Fonte: Carta Maior

Créditos da foto: wikimedia commons

domingo, 26 de janeiro de 2014

Eleição Sindical: Chapa “Garra Metalúrgica” faz reunião e aponta os desafios da luta operária em Betim

Os integrantes da única chapa inscrita no processo eleitoral, que irá renovar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas, fizeram a primeira reunião nesta manhã de domingo, dia 26, para traçar os objetivos e apontar os rumos da campanha entre os operários.
Integrantes da Chapa "Garra Metalúrgica" posam para foto e pedem voto.
A eleição acontecerá entre os dias 12, 13 e 14 de março, e apesar de não haver concorrentes, irá exigir uma grande campanha de conscientização dos trabalhadores associados, visando o comparecimento e adesão para atingir o quórum.


RENOVAÇÃO COM DEMOCRACIA E LUTA

O clima era de muita alegria e comprometimento por partes dos integrantes da chapa, que alcançou o índice de 25% de renovação, sendo muitos deles jovens, retratando assim uma realidade da base sindical em Betim e demais cidades.

O atual presidente do sindicato e candidato à reeleição, João Alves de Almeida, enfatizou a importância da luta por democracia dentro das empresas. “Todos nós sabemos que um dos grandes problemas que enfrentamos atualmente é a falta de respeito com o trabalho sindical. As empresas tentam usar da repressão para barrar e intimidar a luta dos trabalhadores,” denuncia o dirigente.

Para João Alves, a bandeira da democracia terá que ser levantada cotidianamente pela nova diretoria, além das pautas históricas, como a redução da jornada de trabalho e a valorização do trabalhador.

Já o líder sindical Marcelino da Rocha, presidente da CTB Minas, destacou a influência do sindicato na luta dos trabalhadores em minas, no Brasil e em outros países. “Os metalúrgicos de Betim são respeitados e valorizados por conduzirem de forma vigorosa as lutas em defesa dos operários”, ressalta.

O encontro serviu para tratar de outros assuntos que integram o conjunto de propostas, conforme cita Marcelino que também integra a chapa. “Para consolidarmos nossa atuação, temos que tratar de assuntos de relevância para a vida do povo e dos trabalhadores, como: Combate ao racismo; Emancipação da mulher; Novas perspectivas para o desenvolvimento econômico; Superação do capitalismo entre outros assuntos”, completa.

Entre outros convidados presentes, a Deputada Federal Jô Moraes (PCdoB) parabenizou os componentes da Chapa “Garra Metalúrgica” e reafirmou o compromisso do mandato e o apoio à luta dos trabalhadores, em especial aos betinenses. O Vereador Tiago Santana (PCdoB Betim) e o Primeiro Suplente de Deputado Estadual Geraldo Pimenta, enviaram mensagens de saudações aos sindicalistas.

Da redação, Flávio Saddam


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Brasil tem 16 das 50 cidades mais violentas do mundo

Em 2012 eram 14 cidades; no ano de 2013, 15. Em 2014, o relatório anual da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal adicionou mais um município brasileiro ao ranking de 50 cidades com maior índice de homicídios do mundo.



A maioria das “mais violentas” está no continente americano (46 cidades), e na América Latina, em particular (41). Os países latino-americanos com maior problema de violência são Honduras, Venezuela, Guatemala, El Salvador, México e Brasil.

Com uma taxa de 187 homicídios a cada 100 mil habitantes, a cidade hondurenha de San Pedro Sula ocupou pelo terceiro ano consecutivo a liderança do ranking. O segundo lugar fica com Caracas, capital da Venezuela, e, em terceiro, Acapulco, no México, com taxas de 134 e 113, respectivamente, a cada 100 mil habitantes.

Saíram da lista as seguintes cidades que figuravam na lista de 2012: Brasília e Curitiba, no Brasil; Barranquilla, na Colômbia; Oakland nos EUA e Monterrey no México. Todas estas tiveram taxas inferiores ao 50° colocado, Valencia, na Venezuela.

As 16 cidades brasileiras que estão na lista são: Maceió (AL) com 79,8; Fortaleza (CE) com 72,8; João Pessoa (PB) com 66,9; Natal (RN) com 57,62; Salvador (BA) com 57,6; Vitória (ES) com 57,4; São Luís (MA) com 57,0; Belém (PA) com 48,2; Campina Grande (PB) com 46,0; Goiânia (GO) com 44,6; Cuiabá (MT) com 44,0; Manaus (AM) com 42,5; Recife (PE) com 36,8; Macapá (AP) com 36,6; Belo Horizonte (MG) com 34,7 e Aracaju (SE) com 33,4.


Fonte: Revista Fórum