sexta-feira, 14 de outubro de 2011
BETIM SENTE SAUDADES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
*Por Flávio Saddam
Não importa o governo, se esquerda ou direita, os movimentos sociais são imprescindível na construção de país, um estado e também de uma cidade. Governos de esquerda no Brasil têm construído mecanismos de participação popular. Os fóruns, conferências, reconstrução de conselhos e até mesmo o orçamento participativo, são instrumentos que aproxima a gestão junto ao povo.
Mesmo com esses mecanismos importantes, a construção de uma cidade mais justa e com a cara do povo passa pela organização do povo, através das entidades populares.
Betim sente saudades dos movimentos sociais, das manifestações populares, mesmo no Governo da Prefeita Maria do Carmo (PT). O movimento popular traz consigo suas angustias, as demandas, o olhar do povo. A mobilização social ajuda educar gestores, que mesmo sendo de “esquerda” não tem muita disposição de dialogar com entidades que representa a população.
Movimento Popular não vai pra ruas só para derrubar governos. Serve também para despertar aqueles que infelizmente buscam governar para poucos, ou com poucos.
Bandeiras de lutas do povo, como o crédito educativo, recursos do orçamento municipal para construção de moradias populares, mais investimentos na qualificação profissional, passe livre para os estudantes entre outras, só se tornará realidade com intensa mobilização do povo através das suas entidades.
O tucano Carlaile Pedrosa quando governou a cidade, uma das suas principais ações foi cooptar lideranças e com isso acabar com os movimentos populares, em especial o comunitário. Sua intenção política era enterrar o movimento, enxergando nele um empecilho para sua administração.
Não é papel de governos construírem as lutas sociais e sim das forças políticas vivas na cidade.
Atualmente os principais partidos políticos, que historicamente participam e influenciam os movimentos sociais vacilam. Apesar de conhecerem a receita, não conseguem coloca-la em prática.
Talvez as mobilizações populares que estão ocorrendo em todo mundo, possa despertar os nossos dirigentes partidários, que o caminho para construção de uma cidade verdadeiramente justa passa pela organização do povo!!
*Flávio Saddam é Presidente da Associação Comunitária do Bairro Petrovale e também Diretor da FECOP e FAMEMG –
Publica semanalmente seus artigos e opiniões
Déficit fiscal dos EUA em 2011 equivale a 50% do PIB brasileiro
O governo federal dos EUA registrou um déficit orçamentário de US$ 1,3 trilhão no ano fiscal 2011 encerrado em 30 de setembro. O valor equivale a mais de 50% da riqueza gerada no Brasil no ano passado, estimada em US$ 2,09 bilhões pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Foi o segundo maior déficit já registrado pelo governo norte-americano. O resultado de 2011 representa 8,7% do PIB e ficou ligeiramente acima do déficit de 2010, que foi de US$ 1,29 bilhão, mas foi inferior ao saldo negativo de US$ 1,41 trilhão de 2009, ano em que o PIB do império encolheu mais de 3% e a chamada economia mundial recuou 0,6%.
Negociações tensas
Há dez anos, durante o governo de Bill Clinton, o país produzia superávits orçamentários e os déficits na casa de US$ 1 trilhão pareciam imagináveis. Hoje, o rombo orçamentário, alavancado pela resposta à crise ou (o que vem a dar no mesmo) o monumental socorro aos bancos, é alvo de tensas negociações em Washington.
Os congressistas americanos estão sob pressão para alcançarem um acordo até o final de novembro sobre como vão cortar US$ 1,2 trilhão em gastos durante a próxima década. Se não houver um acordo, serão executados cortes automáticos no Medicare – seguro saúde que beneficia os idosos –, gastos com defesa e outras áreas críticas do orçamento que entrará em vigor em janeiro de 2013.
Crise da dívida
O acúmulo de déficits provocou o estouro do teto da dívida pública, estabelecido pelo congresso, e conduziu os Estados Unidos às portas da moratória. No ano fiscal 2011, o governo registrou um aumento na receita com imposto de renda pessoa física, mas a arrecadação do imposto de renda corporativo caiu, refletindo a acentuada desaceleração da economia.
Os gastos com o benefício de auxílio-desemprego caíram no ano fiscal 2011. No entanto, as despesas com juros da dívida federal somaram US$ 227,1 bilhões, de US$ 196,2 bilhões no ano fiscal anterior, refletindo o agigantamento dos débitos. O endividamento federal líquido subiu para US$ 9,302 trilhões, ou 62,2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.
Dependência
O excesso de endividamento, associado à carência de poupança interna, conduziu os Estados Unidos a uma crescente dependência de investimentos estrangeiros para fechar as contas. Esta se manifesta principalmente em relação à China, que se transformou na maior credora do império.
Os planos de ajuste fiscal deixaram o governo Obama paralisado frente à crise da economia real, que está estancada e tende a caminhar para uma nova recessão, e ao desemprego em massa que atinge entre 25 a 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
Com agências
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
CALDO CULTURAL - ANIVERSÁRIO DO SADDAM
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